Suflê tem fama de difícil, mas eu vou te contar um segredo, minha filha: ele é mais medroso do que difícil. O que ele pede é respeito — clara em neve batida no ponto certo, delicadeza pra misturar e, principalmente, um forno que você não fica abrindo pra espiar. Faça com calma que ele sobe lindo, com aquela casquinha por fora e o meio molinho por dentro. Uma sobremesa de dar orgulho pra receber visita.
Ingredientes
Para a calda:
- 150 ml de creme de leite fresco
- 2 colheres (sopa) de açúcar
- 100 g de chocolate meio amargo picado
- 1 colher (sopa) de manteiga
Para os suflês (rende 6 forminhas):
- Manteiga e açúcar para untar as forminhas
- 175 g de chocolate meio amargo picado
- 2 colheres (sopa) de creme de leite fresco
- 4 gemas
- 5 claras
- 3 colheres (sopa) de açúcar
- Açúcar de confeiteiro para polvilhar
Modo de preparo
- Comece pela calda: aqueça o creme de leite com o açúcar até quase ferver. Tire do fogo, junte o chocolate e a manteiga e mexa até derreter tudo. Reserve num cantinho quente.
- Pincele 6 forminhas com manteiga derretida, polvilhe açúcar por dentro e chacoalhe pra tirar o excesso. Isso ajuda o suflê a subir “escalando” a parede da forma.
- Derreta os 175 g de chocolate com o creme de leite em banho-maria. Deixe amornar e só então misture as gemas, uma a uma.
- Bata as claras em neve e, quando começarem a firmar, acrescente o açúcar aos pouquinhos, uma colher de cada vez, batendo até virar um merengue firme e brilhoso.
- Misture uma colherada do merengue no chocolate pra afrouxar. Depois incorpore o resto com delicadeza, de baixo pra cima, sem bater, pra não perder o ar. Preencha as forminhas, limpe as bordas e leve ao forno pré-aquecido a 200°C por 8 a 10 minutinhos.
O truquezinho da vó
O suflê sobe por causa do ar preso na clara — por isso a hora de misturar é sagrada: nada de bater com força, é dobrar com carinho. E o pecado mortal: abrir a porta do forno antes da hora. A corrente de ar frio faz o coitado murchar na hora. Só abra quando estiver crescido com um leve tremidinho no meio. Sirva na mesma hora, polvilhado com açúcar de confeiteiro, porque suflê não espera ninguém — nem a sogra.